HELLO STRANGER...

Closer, agora no teatro. Esse é um espaço para todo mundo que se emocionou com a história de Alice, Dan, Larry e Anna no cinema e está sabendo da peça que inspirou o filme. Chegue mais perto...
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HELLO STRANGER...

Closer, agora no teatro. Esse é um espaço para todo mundo que se emocionou com a história de Alice, Dan, Larry e Anna no cinema e está sabendo da peça que inspirou o filme. Chegue mais perto...
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Terra Blog

11.09.07

o cigarro em Closer

Um detalhe interessante na peça é que quando ela começa a Alice é a única que fuma; no meio da peça Larry pára de fumar, e no fim Dan e Larry voltaram a fumar - por influência de Alice - enquanto Dan e Larry voltaram ao mau hábito...Por quê será?

 

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  • Postado em 16:02:38

06.09.07

Revelação do segredo de Larry

Na verdade esse segredo está revelado nas páginas do autor; Larry sofreu abuso sexual quando criança. Praticado pelo próprio tio. Adorei o retorno do pessoal e a curiosidade em torno do assunto. E quanto à questão do dermatologista ser um médico que abandonou a medicina, foi uma piada de uma aluna de medicina com quem fiz um "laboratório" (coisa de ator, quando para entender um pouco o universo do personagem, procuramos pessoas reais que tenham a mesma profissão ou experiência de vida) - aliás ela fez outras piadas se referindo a várias outras especialidades médicas. Pessoal, continuem escrevendo que a gente adora e vem aqui olhar... bjs Larry
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  • Postado em 22:07:23

teorias

Agora estamos no começo do conforto - os atores começam a se achar nas coxias, as trocas não parecem tão rápidas e os erros imperceptíveis viram piadas internas (aliás o J esqueceu um cartão que ele tinha que entregar para o D com o endereço da Alice e ele deu uma embalagem de kleenex ao invés disso! Cara eu quase morri de rir. A gente agora tira sarro dizendo que se ele esquecer de novo vai ter que tirar o sapato e dizer que o tal endereço está dentro, ou a gravata...Na verdade isso só tem graça para nós, né? Sorry). Começam a aparecer teorias do porquê da cicatriz da Alice; os pais dela morreram? Ela fugiu de casa? Porquê? Por que ela virou stripper? Idéias pessoal? Aliás obrigada por assistirem à peça e virem aqui conversar com a gente!! bj
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  • Postado em 02:06:17

23.08.07

um virgem

Esta é minha primeira vez num blog. Como demorei pra entrar vou em busca do tempo predido. Na peça eu faço o papel do Larry, e descobri que dermatologistas são pessoas que desistiram da medicina. Pra quem não sabe o Larry esconde um segredo não revelado na peça. Os curiosos podem conversar comigo e revelarei...
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  • Postado em 22:48:05

Crítica do site www.aplausobrasil.com.br

Pessoal, saiu nossa primeira crítica...

SÃO PAULO - Houve uma época –até fins da década de 1950 para os primeiros anos dos 1960 – que se importava autores estrangeiros em tal quantidade que foi baixada uma lei –ou portaria, não importa – que obrigava as companhias de teatro a “para cada três montagens, uma devia, obrigatoriamente, ser de texto brasileiro”.


Foi um Deus nos acuda, já que autor nosso era veneno de bilheteria, situação que começou a ser revertida com o êxito de Gianfrancesco Guarnieri com seu formidável e hoje antológico Eles Não Usam Black-tie, no Teatro de Arena de São Paulo.


Mas, o Arena ainda era um movimento isolado e, no Rio de Janeiro, Nelson Rodrigues apregoava que não escrevia para multidões: “o teatro ideal seria aquele em que não houvesse ninguém na platéia”. Então, num primeiro momento uma cia. paulista não fez por menos: estreou uma peça infantil nacional... num sábado à meia-noite! Cumpriu-se a lei, do jeitinho brasileiro.


Hoje em dia, o processo está totalmente revertido: é tanta gente, entre nós, escrevendo para o palco, montando e dirigindo seus próprios textos, que o produtor que decida montar um “estrangeiro” contemporâneo de sucesso, logo recebe a pecha de mercantilista ou “profanador do templo”.


O tempo se encarregará (espera-se) de botar um pouco de equilíbrio nessa onda – meritória, mas exagerada – nacionalista, para alívio do público em geral, aquele de fora dos guetos alternativos.


Isso para dizer que são muito bem-vindos os ingleses desta temporada: A Festa de Abigaiu, de Mike Leigh, atual cartaz do Teatro Cultura Inglesa de Pinheiros; O Campo, de Martin Crimp (restrito por ora ao festival realizado pela mesma entidade, com ingleses contemporâneos); e agora, em temporada normal, no Teatro Augusta, Closer, este desconcertante estudo das relações sexuais (confundidas, desde as novelas das oito da Globo, como amorosas), que o autor, Patrick Marber, desenrola em hora e meia de muito cinismo e alguma compaixão.


O Manifesto, de Brian Clark, é bom lembrar, abriu , no primeiro semestre, com brilhantes atuações de Eva Wilma e Othon Bastos, esse pequeno, mas compacto, compêndio sobre o naufrágio das relações humanas entre homens e mulheres na intimidade, objeto dos quatro textos ora em questão.

Closer, nesta bem apanhada visão de Florência Gil (pouco diferente da original da Mostra do diretor Luiz Arthur Nunes, estranhamente mencionado no programa da peça entre os agradecimentos) mantém no palco toda a contundência dos diálogos e das ações impensadas desse quarteto de figuras que se basta numa tortuosa e enganosa busca da verdade, para justificar sua debilidade racional diante dos apelos do sexo.


Não há preocupação de ordem moral na exposição do autor. E o silêncio da platéia, na faixa dos 30 a maioria, espelha o sufoco, o impasse e a melancólica trajetória em que mergulhou uma geração que negou compromissos milenares de convivência entre os sexos, deixando no lugar apenas um vazio afetivo, que assusta!


Mas, voltando ao espetáculo: é prazeroso constatar o amadurecimento da atriz Rachel Ripani, uma “Alice” de pulsante entrega emocional e física (é corajosa sua cena de “stripper”), como também o crescimento artístico de Daniel Faleiros, numa composição psicológica coesa, de angustiante irresponsabilidade existencial do seu personagem.


Joca Andreazza, de respeitável currículo, divide generosamente com seus parceiros todo o seu domínio cênico, num desempenho irrepreensível. Substituindo Ângela Dip (ótima, no original) Amazyles de Almeida enfrenta com muita garra uma certa esquizofrenia da personagem, saindo-se à altura dos demais.

Closer é para se ver com a respiração suspensa. Principalmente se você está na casa dos trinta!

  • criado por closerbrasil criado por closerbrasil
  • Postado em 18:28:59